Rio-Nal decisivo pelas quartas de final do Barezão 2018

O estádio Carlos Zamith vai ferver neste sábado

No próximo sábado 24/03 às 15h no estádio Carlos Zamith a sorte será lançada para mais um clássico do Futebol do Amazonas. Esse  Rio-Nal será decisivo para ambos, quem perder estará fora do páreo do Barezão 2018.De um lado Arthur Bernardes pelo Nacional e do outro Aderbal Lana pelo Rio Negro.

As torcidas do Nacional estão bastante motivadas para esse duelo, afinal essas quartas de final elimina quem perder.

“Nacional não jogou bem contra o Princesa no último jogo, mas acreditamos que nesse jogo iremos superar tudo, afinal para nós o campeonato está começando agora”, afirma Jeferson Fatin da Apaixonaça.

“Espero contar com toda a massa azulina para lotar o Zamith , pois com toda as dificuldades eu ainda acredito nesse time, e vamos ser campeões”, afirma Natan Castro fundador da Apaixonaça.

A história é bonita e esperamos contar com mais um grande clássico como muito que já houveram nessa cidade:

A cidade de Manaus é o berço do Futebol no Amazonas, e foi justamente na ‘Paris dos Trópicos’ que surgiram os dois clubes mais tradicionais da cidade : Nacional e Rio Negro, o famoso Rio-Nal. Não há como contar a história do nosso futebol sem mencionar lembranças de grandes jogos e o sentimento que os dois clubes despertam em diferentes gerações de manauenses apaixonados por futebol.

Pouco antes do surgimento das equipes amazonenses, quem dominava o cenário do futebol local eram os ingleses, que promoviam os únicos jogos da modalidade na capital, na época, no antigo campo do Luso (hoje Ginásio Renê Monteiro) e na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul de Manaus. Desde então, ao longo de um século, o fato é que as duas agremiações estreitaram de forma abrangente seus laços com a cidade e atualmente se apresentam como grande referência, dentro e fora das quatro linhas no esporte amazonense.

A rivalidade entre os centenários era tão grande que fazia até com que um dos principais cartões-postais da cidade fosse renegado pela torcida nacionalina: o majestoso Rio Negro, que banha a cidade. O historiador Daniel Sales relatou que a torcida do Naça confessava ser “chato” beber a água “desse rio”, se referindo às águas que dão nome ao time. As sedes também eram motivo de piada: de um lado, a casa do Naça era chamada de “mercado velho”. De outro, a do Galo era “em cima de um cemitério”, já que fica localizada na Praça da Saudade, construída em cima do Antigo Cemitério de São José.

A população, diferente do que é visto atualmente nos estádios, era apaixonada pelo futebol local. Um exemplo disso é o fato, relatado pelo historiador Daniel Sales, de que os times tinham como principais patrocinadores torcedores fanáticos. Há relatos de pessoas que venderam até a própria casa para sustentar o time do coração. As beldades do estado também chegaram a ser reveladas no meio futebolístico: conhecida internacionalmente como Miss Brasil 1957 e vice-Miss Mundo, Terezinha Morango, foi ‘descoberta’ como Miss Rio Negro.

E toda esta história teve início nos tempos áureos da borracha, na década de 1910, quando a capital ganhou um dos principais palcos do auge do futebol do estado: o Parque Amazonense. Inicialmente, o estádio, localizado no famoso ‘Beco do Macedo’, no Nossa Senhora das Graças, era um hipódromo e, a partir da década de 1930, passou a receber os principais clássicos do Amazonense.

‘Rio-Nal’ no papel

Se o primeiro jogo entre as equipes ocorreu no dia 02 de março de 1914, com a já citada goleada do Nacional sobre o Rio Negro por 9 a 0, a maior rivalidade do futebol amazonense foi ‘adotada’ em definitivo em 1968. O responsável foi o jornalista Guilherme Gadelha, torcedor nacionalino declarado. Gadelha teve como inspiração a já aclarada rivalidade do sul do País, entre Grêmio e Internacional.

“Quando o fato aconteceu, na véspera do clássico amazonense, num sábado à tarde, ano de 1968, a edição de domingo estava sendo fechada. O título da página esportiva era sobre o jogo. Gadelha utilizou um clichê antigo de seis colunas, com a palavra EMOCIONANTE. Como faltava completar o espaço de duas colunas para a manchete, Gadelha chamou-me (eu era o repórter do JC) e fez a pergunta: coleguinha, que tal se eu colocar Rio-Nal neste espaço que está sobrando? A aprovação foi imediata. No dia seguinte a manchete esportiva de O Jornal do Comércio chamava a atenção”, descreve Zamith em seu blog Báu Velho.

Atual diretor de futebol do Nacional Futebol Clube, Manoel do Carmo, o Maneca, vivenciou o auge do clássico e sua importância para o futebol do estado e a paixão que um dia envolveu os torcedores da cidade pelo confronto entre nacionalinos e rionegrinos .

Que vença o Melhor !

 

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